Com uma procura mais ou menos constante durante o ano, a produção de flores é francamente animadora para o floricultor, caso este domine minimamente o funcionamento dos mercados, quer locais quer regionais. A apetência acrescida em determinadas épocas do ano, fazem com que esta produção anime fortemente pelo factor procura, o que implica em algumas espécies, amplitudes de cerca de 300% (!) e por vezes mais.

Muitas das vezes, os próprios produtores experimentam as suas capacidades de arranjos florais, e perante pequenas transformações pontuais ao produto floral “em crú”, introduzem mais-valias ao produto final substanciais. Daqui pode facilmente depreender que a floricultura é uma actividade dominada pela esperteza: na escolha das espécies, no tratamento, no oportunismo de mercado, na introdução de mais-valias e na procura incessante de alternativas ao escoamento. Quem decidir apostar na floricultura e dominar estes princípios mínimos, depara-se com uma atividade compensatória.