As abelhas vivem em sociedade, são extremamente organizadas e produtivas.

Uma família ou colônia de abelhas é formada, em média, por uma rainha, milhares de operárias e centenas de zangões. Assim como as abelhas, o apicultor deve ser também bastante organizado e metódico, sob o risco de comprometer todas as colónias que possui.

Essa metodologia deve passar pelas fases antes e após instalação. Todos os cuidados devem ser medidos e previstos antes da instalação, e todas as actividades devem ser estudadas e praticadas após a instalação.

Relativamente à parte económica da apicultura, pode-se referir que o desenvolvimento foi e continua a ser muito lento em Portugal. No entanto as potencialidades são enormes, primeiro pelo clima e diversidade de flora existente, e segundo pelas inúmeras formas de exploração da abelha e dos seus produtos: desde a produção de rainhas, enxames, própolis, geleia real, apitoxinas (veneno de abelha), até à simples produção de mel.

Quem queira se dedicar seriamente a esta actividade, depara-se com uma forma de rentabilização de recursos, extremamente interessante. Se a isto somarmos reduções de produção mundial na ordem dos 30% (onde se destaca 40% nos EUA), pode significar uma aposta segura e e viável no médio e longo prazo.