No papel de consumidores, todos os dias somos “bombardeados” por notícias de produtos alimentares modificados, transgênicos, com resíduos tóxicos, etc., falando em nomes de substâncias químicas que nunca ouvimos falar. Com isto, queremos dizer que o consumidor vive preocupado com aquilo que consome, pois sente que não existem garantias nos produtos ditos comerciais. 

É aqui que entram este tipo de produções. É verdade que a produção no campo é mais demorada, que tem maior mortalidade, menores resultados produtivos, mas também é verdade que o preço de venda é maior, porque para possuir uma garantia daquilo que come, o consumidor está progressivamente a optar por pagar o acréscimo.

Quer a produção a nível familiar, quer a nível empresarial, assumem-se em vários exemplos espalhados pelo País, como rentáveis, justificando mesmo a criação de empresas de abate e de classificação, especializadas nesta área.

Estas produções são excelentes opções para quem possui pequenos terrenos marginais, de difícil amanho e mecanização; os investimentos são relativamente reduzidos e numa situação de facilidade de escoamento, esta actividade pode assegurar uma substancial parte, senão a totalidade do rendimento familiar.