Desde que se iniciaram os primeiros passos relativamente à produção de suínos em regime intensivo, que se deparou logo à partida com um grave problema, ligado logicamente à vertente ambiental. Por esse motivo, os apoios neste campo, são garantidos apenas em casos muito selectivos e muito bem fundamentados, e em condições muito precisas em legislação vigente, ou então, em investimentos relacionados com a melhoria dos tratamentos de efluentes ou outros meios que visem garantir o meio ambiente circundante à pocilga.

Daí que dentro da produção suína, a opção pela exploração extensiva é vista por todos como uma solução equilibrada, quer do ponto de vista económico, quer ambiental.

Embora existam estudos que indicam a adaptação de algumas raças ditas “comerciais”, a nível de apoios comunitários, apenas são permitidas as duas raças autóctones (nacionais): a raça suína Bisara e a raça suína Alentejana. Embora a produção de carne destes animais não possua um valor comercial satisfatório, no entanto, as possibilidades de transformação destes produtos e a introdução de mais valias (os produtos fumados destas raças encontram-se actualmente certificados), sobe exponencialmente a rentabilidade de quem se dedica a esta actividade.